O livro reúne pensamentos sobre o movimento do Hip Hop pelo
próprio autor, Buzo, apresentador do quadro “Buzão – Circular
Periférico”, do Programa Manos e minas da TV Cultura, idealizador do
tradicional movimento de Hip Hop Favela Toma Conta e dono da Livraria
Suburbano Convicto, no Bixiga (SP), única do país especializada em
literatura marginal. Além de pensamentos do escritor, o livro conta com
entrevistas, feitas por Buzo, de Dexter, Celso Athayde, Jéssica Balbino,
Dudu de Morro Agudo, Re.Fem, Alexandre de Maio, Nelson Triunfo, Dário,
entre outros, e depoimentos de Gerson King Combo, Negra Li, Fernando
Bonassi e Paula Lima.
Para aqueles que curtem o mundo do Hip Hop e tudo o que nele está envolvido... Se você vier para acrescentar algo, será bem vindo(a), caso contrário... Procure algo melhor para fazer!!!! Deixe seu comentário, mas só se não for do tipo: "Dãããããã!"
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Livro: Acorda Hip Hop
De autoria de DJ TR, pesquisador e especialista em Hip Hop nacional e estrangeiro, Acorda Hip Hop resgata a história deste gênero que há muito deixou os guetos e hoje chega a todos os segmentos da sociedade.
Brancos; negros; homens; mulheres; no Brasil ou fora dele. O movimento que começou nos bairros pobres de Nova Iorque difundiu seus elementos (grafite, break, MC) e espalhou sua mensagem mundo a fora.
Criado a partir de elementos da música reggae, o canto de forma improvisada em cima de uma batida caiu no gosto dos jovens pobres nas periferias americanas e de lá para o mundo.
Dos primórdios na década de 1970 com Run DMC, NWE e Public Enemy até os Beastie Boys e o rap com banda, encontrando no Brasil seus principais representantes (os Racionais Mc’s) nos anos 1980 até a criação e proliferação do Gangsta Rap (Snoopy Dog e Dr Dre) na década de 1990.
Muito deste desenvolvimento se deve à Rick Rubin, produtor de obras clássicas como Raising Hell do Run-D.M.C. e Licensed to Ill dos Beastie Boys, ambos de 1986 e It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back do Public Enemy (1988).
A partir deste ponto, o hip hop foi ficando cada vez mais popular e saiu das áreas pobres para ganhar espaço em programas de TV como na MTV e no caso do Brasil na Tv Cultura.
Com depoimentos de Mano Brown, Gabriel, o pensador e Nino Brown, DJ TR nos apresenta uma bela síntese deste gênero que soube mesclar protesto e diversão.
Brancos; negros; homens; mulheres; no Brasil ou fora dele. O movimento que começou nos bairros pobres de Nova Iorque difundiu seus elementos (grafite, break, MC) e espalhou sua mensagem mundo a fora.
Criado a partir de elementos da música reggae, o canto de forma improvisada em cima de uma batida caiu no gosto dos jovens pobres nas periferias americanas e de lá para o mundo.
Dos primórdios na década de 1970 com Run DMC, NWE e Public Enemy até os Beastie Boys e o rap com banda, encontrando no Brasil seus principais representantes (os Racionais Mc’s) nos anos 1980 até a criação e proliferação do Gangsta Rap (Snoopy Dog e Dr Dre) na década de 1990.
Muito deste desenvolvimento se deve à Rick Rubin, produtor de obras clássicas como Raising Hell do Run-D.M.C. e Licensed to Ill dos Beastie Boys, ambos de 1986 e It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back do Public Enemy (1988).
A partir deste ponto, o hip hop foi ficando cada vez mais popular e saiu das áreas pobres para ganhar espaço em programas de TV como na MTV e no caso do Brasil na Tv Cultura.
Com depoimentos de Mano Brown, Gabriel, o pensador e Nino Brown, DJ TR nos apresenta uma bela síntese deste gênero que soube mesclar protesto e diversão.
Livro: Gangues. Galeras. Chegados e Rappers
O livro Gangues, galeras, chegados e rappers
consiste em um estudo que tem a finalidade de analisar as formas
emergentes de sociabilidade transgressora entre jovens nas
cidades-satélites de Brasília: as gangues e galeras das cidades de
periferia.
Nesse sentido, traça o perfil dos jovens que vivem
nas cidades de periferia do Plano Piloto nas áreas de atuação das
gangues e galeras; caracteriza as atitudes desses jovens em relação às
gangues e galeras, assim como à violência em geral e; analisa as
representações sociais sobre a violência entre os jovens pertencentes a
esses agrupamentos, assim como suas práticas e formas de sociabilidade.
A pesquisa combina abordagens quantitativa e qualitativa, ou seja, questionários e entrevistas individuais e de grupo.
Como resultado, a pesquisa retrata, as "vozes"
desses jovens, seus modos de organização, além de suas percepções sobre a
violência e a exclusão social.
Um dos aspectos enfatizados é o sentimento de
exclusão experimentado por esses jovens. Em relação aos jovens do Plano
Piloto, aqueles que vivem nas cidades-satélites sentem-se desprezados,
humilhados - seja por sua aparência física e modo de se vestir, seja
pela dificuldade de acesso a uma escola de qualidade, além das
limitações impostas pelo mercado de trabalho em decorrênica da condição
social deles.
Dentro desse contexto, os jovens que escolhem
pertencer a uma gangue afirmam estar em busca de um "lugar". A gangue é,
portanto, percebida como uma espaço alternativo, uma esfera de relações
nas quais eles são levados em conta, protegidos.
Para esses jovens, o uso da violência é percebido
como válido, desde que sejam respeitadas algumas regras (por exemplo,
não roubar idosos, roubar dos mais ricos, entre outras). No entanto, é
fundamental considerar que, para eles, a vida vale muito pouco e a
avaliação do crime e dos seus limites depende das circunstâncias.
Não
existe uma moral a priori: são as circunstâncias que determinam quem,
onde e como se pode matar ou deixar de matar.
Os rappers surgem como um contraponto às gangues.
Eles fazem o som da juventude de periferia, denunciando e retratando,
com palavras agressivas, o mundo em que vivem. Nesse sentido, o rap não é
necessariamente uma apologia da violência - senão um retrato do mundo
em que os jovens vivem.
Na pesquisa, o rap surge como um importante
elemento de formação da identidade social da periferia do Distrito
Federal, além de uma via que possibilita o afastamento dos jovens das
gangues e da criminalidade.
Livro: Abalando os anos 90 - Funk & Hip-Hop
Esta coletânea reúne uma mostra expressiva dos estudos que vêm sendo
desenvolvidos sobre o funk e o hip-hop e reavalia a importância
sociocultural dessas expressões juvenis na esfera urbana atual.
As
articulações entre Estado, sociedade e mercado são observadas tendo como
parâmetro a relação entre esses grupos e o poder nos anos 90.
Os funkeiros e rappers parecem construir, por uma via sinuosa e por
constantes tensões, conflitos e negociações, um conjunto de códigos e
estilos híbridos (com referências locais/internacionais) que permitem
que ocupem uma posição periférica e ao mesmo tempo central na cultura
contemporânea.
Eles simbolizam tanto a possibilidade de construção de
uma visão crítica e plural do social quanto a sua medição e
administração pelas estruturas que gerenciam os ritmos do consumo.
As imagens do funkeiros e do rapper veiculadas pela mídia quase sempre
os associam a gangues e organizações criminosas, mas ao mesmo tempo é
crescente o interesse já despertado por sua produção cultural. Apesar do
constante processo de estigmatização, o perfil desses jovens exerce um
enorme fascínio.
A sociabilidade e o estilo que promovem são formas
fundamentais de expressão e comunicação.
Abalando os Anos 90 capta com agudeza, ao longo de seus diversos
artigos, os pontos de vista sobre esses personagens que formam um dos
perfis mais instigantes da juventude dos anos 90.
O funk e o hip-hop são espelhos de seu tempo.
Os artigos reunidos em
Abalando os anos 90 partem do pressuposto de que tais manifestações
culturais têm contribuído para evidenciar o intenso processo de
fragmentação e homogeneização que marca a dinâmica sociocultural e
trazem subsídios para se reavaliar a imagem das sociedades atuais.
O organizador da coletânea, Michael Herschmam, nasceu no Rio de janeiro
em 1964 e é atualmente pesquisador do Núcleo de Projetos em Comunicação
(NEPCOM), Professor de cultura brasileira de UERJ e um dos editores da
revista Lugar Comum. Estudos de Mídia, Cultura & Democrata. É
co-autor de Lance de sorte. O futebol e o jogo na Belle Époque carioca
(com Kátia Lerner), Missionários do progresso. Médicos, engenheiros e
educadores no Rio de janeiro - 1870/1937 (com Simone Kropf e Clarice
Nunes) e co -organizador de A invenção do Brasil moderno (com Carlos
Alberto M. Pereira).
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Livro: Hip Hop e a Filosofia
Coordenado por William Irwin e com a coletânra de textos organizada por Derrick Darby e Tommie Shelby, o ivro não procura simplesmente situar
fundamentos filosóficos na cultura Hip Hop, como se ela precisasse
disso. Ao contrário, discute letras, atitudes exitenciais,
comportamentos, modalidades de ativismo e resistência política. O livro
discute a violência da polícia contra os negros, comportamentos sexuais,
papel da mulher etc. Lamentável que não haja, por parte dos editores
brasileiros, qualquer referência ao movimento Hip Hop no Brasil.
O Hip Hop é um gênero musical incompreendido por muitas pessoas.
Recentemente, tem sido associado ao estilo ostensivo dos cantores de
rap, que exibem seus carrões e correntes de ouro, ou ainda, a músicas
depreciativas, principalmente em relação às mulheres.
No entanto, poucos sabem que o Hip Hop tem suas raízes fixadas em uma
forte ideologia de emancipação dos negros e na redução da desigualdade
social decorrente do preconceito racial.
Essa disparidade fez com que os autores Derrick Darby e Tommie Shelby
examinassem mais detalhadamente esse gênero musical e, baseados em seus
conhecimentos filosóficos, produzissem este livro, com o intuito de mostrar que, mesmo com a popularização do Hip
Hop, ainda é possível extrair muito de sua essência africana e de seu
conteúdo contestador.
Por isso, este livro não é interessante apenas para aqueles que apreciam
o Hip Hop, pois ele também ampliará seu conhecimento com relação a uma
comunidade específica, e, por meio das analogias com filósofos como
Nietzsche, Platão, Hobbes, Mill, entre outros, você irá se deparar com
posições às vezes antagônicas, porém consistentes, sobre o comportamento
do ser humano independentemente da sua raça.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Livro: Hip Hop - A cultura marginal
"Paz, amor, união e diversão”, essa é a proposta do livro Hip Hop – A
Cultura Marginal, escrito por Anita Motta e Jéssica Balbino, que é, o tempo todo, fiel a história do hip hop no
Brasil e no mundo.
Com uma linguagem jornalística das grandes reportagens, clara, doce, dinâmica, eficiente, coloquial e informativa, marcada por histórias singulares com uma riqueza de dados surpreendente.
Definitivamente é um livro que traz o retrato de uma cultura urbana, emergente das classes populares das metrópoles.
Uma verdadeira aula de hip hop, que já começa no título, nos fazendo questionar, que cultura é essa? Que marginal é esse?
É um livro gostoso de ler, com conteúdos específicos, poesias, histórias e curiosidades únicas. Um material que é com certeza um registro histórico-cultural, daquele que é o maior movimento social dos últimos 30 anos. Esta obra, contribui, inegavelmente para dar mais visibilidade a uma cultura que carrega em sua face, o olhar do preconceito, da ignorância, da desigualdade e da exclusão a partir daqueles que desconhecem, rotulam ou ignoram.
Afirmo que é louvável a produção das jornalistas que se lançaram a campo para registrar a voz de um movimento, ritmo e cultura, certificando que mesmo numa forma de deficiência a universidade ainda forma seres pensantes, que estão à frente na análise das manifestações culturais e fenômenos sociais, muito antes do que qualquer meio de comunicação.
Elas dizem assim, no capítulo inicial: “Vem ardendo, sangrando e machucando. É o berro que emana dos morros, guetos e favelas. Vem dos locais mais pobres, o grito desesperado de quem vem da periferia. Chega ao asfalto carregado de protesto, indignação, carência, vontade, luta e marginalidade”.
Com uma linguagem jornalística das grandes reportagens, clara, doce, dinâmica, eficiente, coloquial e informativa, marcada por histórias singulares com uma riqueza de dados surpreendente.
Definitivamente é um livro que traz o retrato de uma cultura urbana, emergente das classes populares das metrópoles.
Uma verdadeira aula de hip hop, que já começa no título, nos fazendo questionar, que cultura é essa? Que marginal é esse?
É um livro gostoso de ler, com conteúdos específicos, poesias, histórias e curiosidades únicas. Um material que é com certeza um registro histórico-cultural, daquele que é o maior movimento social dos últimos 30 anos. Esta obra, contribui, inegavelmente para dar mais visibilidade a uma cultura que carrega em sua face, o olhar do preconceito, da ignorância, da desigualdade e da exclusão a partir daqueles que desconhecem, rotulam ou ignoram.
Afirmo que é louvável a produção das jornalistas que se lançaram a campo para registrar a voz de um movimento, ritmo e cultura, certificando que mesmo numa forma de deficiência a universidade ainda forma seres pensantes, que estão à frente na análise das manifestações culturais e fenômenos sociais, muito antes do que qualquer meio de comunicação.
Elas dizem assim, no capítulo inicial: “Vem ardendo, sangrando e machucando. É o berro que emana dos morros, guetos e favelas. Vem dos locais mais pobres, o grito desesperado de quem vem da periferia. Chega ao asfalto carregado de protesto, indignação, carência, vontade, luta e marginalidade”.
Livro: O hip Hop está morto!
Primeiro romance de Toni C. envolve grande trabalho de pesquisa
sobre a cultura hip-hop e contextualiza partes importantes da história
junto a ficção.
O nome, por si, já desperta o interesse e
a brincadeira de cores – verde e amarelo – prometem um romance ao
melhor estilo tupiniquim.
Agitador cultural, autor e organizador
de outras obras, Toni C., ousa ao se apropriar do movimento/cultura
hip-hop como personagem principal de um romance, não ao estilo de Luiz
Puntel em “O grito do hip-hop” e em longe do gringo “O hip-hop e a
filosofia”, o escritor brasileiro traz para as 150 páginas do livro
muita filosofia e antropologia, numa análise pessoal e personificada por
um hip-hop que neste caso – e somente nesta sacada excepcional do autor
– ganha corpo e sentimentos.
A linguagem coloquial e as fotos de
personalidades da cultura no Brasil e também fora dele dão estilo ao
produto e mais charme à narrativa, feita em terceira pessoa e passeando
por personagens fictícios e reais, ou seriam reais e fictícios?
A resposta fica por conta de quem lê, se
é que isso é possível. Um incômodo acompanha o leitor da primeira a
última página do romance.
Sugestivo, provocante e esclarecedor. O livro também pode ser descrito
desta maneira. Com elementos saudosistas, Toni C., mescla passado e
futuro numa consciência coletiva e não poupa quem lê.
Retirado do blog de Jéssica Balbino (autora do Livro: Hip Hop, a cultura marginal)
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