domingo, 11 de março de 2012

Rotinas de B-Boys, Falta de criatividade ou Modismo?

      Quando as pessoas falam em Dança de Rua, a primeira imagem que vem à cabeça de alguns, principalmente os leigos, é a do dançarino que rodopia no chão e dá saltos que desafiam as leis da Física.   Sabemos que não é somente isto, mas hoje  trago uma questão que me incomoda sempre que vejo alguns B-Boys (B-Girls) dançando... Hoje em dia porque muitos dos dançarinos não possuem características próprias e copiam, inclusive trejeitos e maneiras, de outro que sabe ser original?  
     A Dança de Rua em si já possibilita uma gama de movimentos novos e misturar estilos para se montar uma sequência coreográfica, então porque precisa-se copiar até gestos de outro?  Tomemos como exemplo o Top Rock.  Muitos dos dançarinos quando fazem esta entrada em um racha (ou batalha) adotam posturas de muitos outros dançarinos que o inspiram, quando esta entrada deveria ser um cartão de apresentação deste dançarino.  Uns colocam a palma aberta na frente do rosto, outros abrem os braços e fecham continuamente, e algumas outras formas que parecem pré-requisitos para entrar na roda.  Até o Footwork acaba sendo tudo igual (quando o fazem).
     O que falta na galera que anda praticando o estilo B-Boy hoje? Criatividade para montar uma forma pessoal de dançar? Será que os dançarinos tem preguiça de pesquisar sobre o que gostam e se limitam somente a dançar e ser iguais à outros que o inspiram e/ou o desafiam?
     Não sei e nem posso responder a estas perguntas, mas o que vejo hoje é um empobrecimento do estilo B-Boy, mesmo tendo altos índices de dificuldades técnicas e com movimentos cada vez mais elaborados.  Noto, principalmente, que o dançarino(a) anda perdendo a personalidade e se limitando cada vez a copiar aos invés de pesquisar e inovar.  
      Hoje vejo muitos B-Boys (B-Girls) se dizendo dançarinos de Break, mas poucos realmente o são.  Insisto em dizer que dançarino de Break, na essência do estilo, deve saber o estilo Popping, Locking e B-Boy, tendo este último não somente a parte acrobática, mas incluída nas suas rotinas (de forma original e pessoal e não cópias, mas referências) o Top Rock, o Up Rock, o Footwork e outras características que tornaram o B-Boy a figura mais lembrada dentro da Dança de Rua.  

2 comentários:

  1. muito bom Beto o tema abordado, quem sabe eles não se tocam!!!

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  2. OI BETO ROCHA SOU DO STRIKE MARISTA DA PROFESSORA ELIETE MONTEIRO , SOU ALUNO DELA Á DOIS ANOS GOSTEI DE TUDO CARA DO SEU BOLGGER, SHOWWW DEMAIS CARA , EI ESTAMOS INDO TERÇA -FEIRA PARA O UNIDOS PELO HIP HOP ......SE DEUS QUISER ESTAREI LÁ GUERREIRO....VALEU ABRAÇOSS DE TODO O GRUPO STRIKE DA ESCOLA MARISTA CHAMPAGNAT.....FUI B-BOY!!!

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