terça-feira, 15 de setembro de 2009

Hip Hop (Definição)



O termo Hip Hop, segundo alguns historiadores, surgiu com Afrika Bambaata na década de 1960/1970 para definir a dança que vinha dos guetos e que significa dançar ou pular mexendo os quadris. Inicialmente era somente isto que significava o termo, até porque era uma maneira que alguns definiam pejorativamente a forma de dançar dos negros americanos, após algum tempo Hip Hop passou a significar algo mais que um estilo de dança ou música, mas uma maneira de uma classe menos favorecida (entenda-se discriminada) mostrar que é fatia de uma sociedade participante e com uma maneira peculiar de expressar-se.

Era comum alguns falarem que determinado grupo dançava Break, depois este estilo de dança passou a ser conhecido como Hip Hop, continua sendo um engano por parte destas pessoas, pois não se dança Hip Hop, expressa-se através da dança todas as mensagens do Hip Hop. O mesmo acontece com a música, artes plásticas e esporte que no Hip Hop são representados pelos DJ’s, MC’s, Rap, Rappers, Dançarinos (B-Boys, B-Girls, Lockers, Poppers & Dancers), Grafiteiros, Crews (alguns consideram também os Pixadores ou Bombers/Taggers) e jogadores de Street Ball. São estes componentes que representam a voz de uma comunidade, seja para reivindicar ou apenas mostrar atividades saudáveis a que estes se dedicam.
Então como definição básica : Hip Hop são formas que alguns utilizam para falar de classes desfavorecidas e discriminadas através de atividades culturais comuns a estas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Estilos (Estilizada)


Na década de 1990 surge um novo estilo que mexe com muitos tradicionais da dança de rua, não pelos movimentos que são mais abertos, com muitos saltos e figurinos mais requintados, mas pelas músicas adotadas para tais apresentações: Música eletrônica com samplers de Hip Hop. Neste estilo torna-se comum um grande número de componentes nas apresentações e com uma nova característica: em vários momentos da música seus participantes gritam em uníssono para enfatizar partes da coreografia. Outra característica do estilo são as roupas, inicialmente macacões completos e de cores vivas, depois passou a ser roupas mais elaboradas (o que passou a regrar muitos torneios e festivais) o que para alguns também seria uma descaracterização da dança de rua. As coreografias são em pequenos, médios e grandes blocos e com forte apelo visual nos gestos, gerando efeitos visuais de grande impacto, além de não possuírem nenhuma movimentação de chão como os B-Boys/B-Girls, os movimentos acrobáticos se limitam a pequenos saltos e grandes saltos em deslocamento.

Estilos (Street Jazz)


Estilo formalizado e reconhecido no final da década de 1990, mas que existe desde a década de 1980. Neste estilo caracterizam-se os movimentos alongados e com grandes circunduções de membros, além de pontas e giros característicos do balé moderno. Surgiu com nomes como Paula Abdul em seus clipes que reuniam elementos do balé moderno ao ritmo forte do Hip Hop mesclando tanto os movimentos de um como de outro. Foi um dos maiores responsáveis pela divulgação da dança de rua na mídia, embora muitos adeptos do Hip Hop não aceitassem como estilo de dança de rua por não terem a mesma base filosófica do movimento, por acreditarem que destinava-se apenas a entretenimento.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Estilos (Pop)



Estilo criado pela década de 1990 junto à mídia que via a necessidade de adaptar-se à um público que começava a notar a dança de rua como uma nova forma de dança entre os jovens. Mas na verdade este estilo já predominava desde a década de 1980 quando do aparecimento de grupos como New Kids on the Block e New Edition que utilizavam este estilo de dança e muitas bases músicais do Rap para falar de assuntos que não eram comuns ao Hip Hop: Festas, baladas garotas e paqueras. Estes grupos foram os precursores das conhecidas "Boys band" onde estes executavam movimentos fáceis e repetitivos em uma sequência na qual resultava em uma outra sequência característica durante os refrões das músicas. Um dos principais responsáveis pela divulgação do estilo Pop foi Michael jackson, mas somente na década de 1990 com os Backstreet Boys que este estilo ganhou força. Antes deste período outros grandes nomes da música como Paula Abdul e Madonna também utilizaram do estilo mas por ter uma tendência ou uma base no Jazz dance só tiveram o seu merecimento quando adotou-se o Street Jazz como parte integrante da dança de rua. Suas principais características são os movimentos circulares de braços e/ou pernas, postura e gestos alongados e alternados com movimentos percutidos, repetição de trechos coreográficos no refrão das músicas e a movimentação conhecida como espelho onde duas ou mais pessoas fazem o mesmo gesto só que para lados opostos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Estilos (Charme)


Estilo derivado do Blues americano e do Soul, mas que somente no Brasil ganhou forma própria na maneira de dançar. Por ser uma vertente romântica e por vezes sofrida do amor, muitos não consideram como Hip Hop, mas devemos incluir como manifestação cultural negra e dos guetos. Os bailes de Charme (ou Charm) são com um público mais alinhado na maneira de vestir e portar-se, podem ser comparados aos bailes de dança de salão até mesmo porque a forma de dançar em duplas é bem similar só que de uma forma mais sensual e na batida do R&B (Rhythim'n Blues Moderno), mas pode ser dançado em grupo, onde geralmente ficam enfileirados lado a lado fazendo passos leves e cadenciados de curta duração. Os gestos são suaves no ritmo da música e muito ondulados no que diz respeito á dança dos quadris, quase uma "declaração de amor através da dança (para os casais); e para os grupos uma forma de mostrar sensualidade através da dança (uma forma de "conquista"). Uma forma de dançar bem parecida atualmente com o Charme (na forma de conduzir e na movimentação de pernas), é o Zouk, que tem uma movimentação muito similar a lambada e ao forró eletrônico com gestos mais voltados para a sexualidade, mas em alguns casos estes utilizam-se inclusive de R&B.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Estilos (Funk)



Criado em meados da década de 1970 e foi um dos estilos que gerou a Disco Music ou Era da Discoteque. O Funk era o Rap mais melodioso e dançante sem o compromisso sócio-político, por isto agradou a muitos, que ainda estavam sentindo o erro da Guerra do Vietnã e não se ligavam no Rock Progressivo emergente e os movimentos negros radicais da época. A dança acabou sendo absorvida (ou alterada) e incorporada como Discoteque, com roupas elegantes e muito brilho, movimentos simples de pernas e braços e com muita semelhança ao balé moderno (ou Jazz), comumente dançado em duplas tal qual uma dança de salão. Tempos depois o termo foi absorvido pelos brasileiros para denominar o som produzido pelas equipes de som que importavam músicas da periferia Norte-americana (nos idos da década de 1980) e tocavam em bailes do subúrbio, principalmente do Rio de Janeiro, considerado o berço do Funk brasileiro que melhor seria denominado Batidão. A partir da década de 80, os bailes funks no Rio começaram a ser influenciados por um novo ritmo da Flórida, o Miami Bass, que trazia músicas mais erotizadas e batidas mais rápidas. Este estilo no Brasil acabou tendo outra característica: os movimentos eram feitos mais com os pés, quadris (que anos mais tarde o Axé copiaria) e em com espaço reduzido devido à grande quantidade de pessoas que frequentavam os bailes (eram comuns dançar em fileiras e todos fazendo "passinhos" de 8 tempos, que eram sequências simples feitas por grupos enfileirados lado a lado).
Com o aumento do número de raps/melôs gravadas em português, apesar de quase sempre utilizar a batida do Miami Bass, o funk carioca começa a década de 90 já começando a ter sua identidade própria. As letras refletem o dia-a-dia das comunidades, ou fazem exaltação a elas (muitos desses raps surgiram de concursos de rap promovidos dentro das comunidades). Em consequência, o ritmo fica cada vez mais popular e os bailes se multiplicam. Ao mesmo tempo o funk começou a ser alvo de ataques e preconceito. Não só por ter se popularizado entre as camadas mais carentes da sociedade, mas também porque vários destes bailes funk eram os chamados bailes de corredor, onde as galeras de diversas comunidades se dividiam em dois grupos, e com alguma frequência terminavam em brigas entre si (resultando em alguns casos em vítimas fatais) que, acabavam repercutindo negativamente para o movimento funk.
Com isso havia uma constante ameaça de proibição dos bailes, o que acabou por causar uma "conscientização" maior, através de raps que frequentemente pediam paz entre as galeras. Em meio a isso surgiu uma nova vertente do funk carioca, o funk melody, com músicas mais melódicas e com temas mais românticos, seguindo mais fielmente a linha musical do freestyle americano, alcançando sucesso nacional, destacando-se nesta primeira fase Latino, Copacabana Beat, MC Marcinho, entre outros. Cabe notar que os DJs, nesse período, costumavam tocar de costas para o público nos bailes.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Estilos (B-Boy ou B-Girl)



O estilo mais conhecido quando se fala em Dança de Rua, mas para quem conhece sabe que é apenas mais um deles. Inicialmente era a abreviatura de Break Boy, que eram os dançarinos de Break, executando não somente os movimentos de chão e acrobáticos mas os movimentos de Popping e Locking (nas décadas de 1960 e 1970). Hoje os B-Boys e B-Girls são aqueles que se especializaram em movimentos de chão e acrobáticos. ao ritmo de músicas mais aceleradas da vertente Hip Hop. Foram os primeiros a utilizarem a forma de desafio de dança entre as gangues, sendo o pioneiro desta idéia o DJ Afrika Bambaata, como forma de apaziguar as brigas entre gangues rivais e fazer valer a voz dos guetos.

Hoje existem duas vertentes deste estilo: a primeira, ligada a tradição, ou seja, entra em uma roda seguindo toda uma rotina de movimentos e dançando no ritmo. A segunda, que executa movimentos de alta complexidade sem haver preocupação com o ritmo (comumente chamado de Freestyle).

As Batalhas ou Rachas, possuem várias regras e tradições que variam de acordo com a localidade e com o número de participantes. A mais comum é aquela em que um(a) Dançarino(a) apresenta sua rotina em um curto espaço de tempo e depois desafia o oponente (ou galera) a superar seu movimento.

Os mais tradicionais seguem uma rotina de entrada em um racha:

1) Top Rock: Movimentos de entrada na roda ritmados com os pés funcionando como uma apresentação do estilo do(a) Dançarino(a). Embora não exista uma maneira de entrada na roda, em muitos lugares não se vê mais criatividade neste movimento, cabendo somente a repetição de movimentos que todos fazem, descaracterizando assim o que seria o cartão de visitas do(a) Dançarino(a).

2) Goin Down: Transição do top rock para o footwork, ou seja, a forma de ir ao chão e iniciar sua rotina propriamente dita (sempre acompanhando o ritmo da música).

3) Footwork: Após chegar ao chão, o(a) Dançarino(a) faz uma espécie de sapateado ritmado, com trocas de mãos, preparando-se para o início de sua rotina.

4) Routine: É a rotina que o B-Boy/B-Girl faz para mostrar sua habilidade. Os mais tradicionais qualificam com bons aqueles que fazem seus movimentos cadenciados com a música, já os "Freestylers" não se preocupam com o ritmo apenas com o nível de dificuldade dos movimentos.

5) Freeze: Ponto alto para um B-Boy/B-Girl de alto nível. Consiste ao final da rotina, "congelar" o seu movimento por no máximo 3 segundos e voltar a movimentar-se sem perder o ritmo ou o equilíbrio.

6) Up Rock: Antigamente os Up-Rockers eram as pessoas que faziam os rachas e executavam as rotinas de entrada em grupos como forma de provocação aos seus oponentes, por isto em alguns lugares ainda vemos o up rock como uma rotina de entrada nos desafios. Hoje, significa a forma de saída da rotina de um(a) Dançarino(a) e desafio ao oponente (subida do corpo e gesticulação provocativa ao oponente.