quinta-feira, 5 de maio de 2011

Conhecendo a base dos movimentos (B-Boy / B-Girl)

       O estilo B-Boy é o que podemos chamar de acrobatas da Dança de Rua.  A base dos movimentos, em grande parte, são as mãos de onde sustentam o corpo durante um movimento impulsionado pelas pernas.
      Os braços tem grande importância em muitos dos movimentos do dançarino do estilo B-Boy quando dos movimentos em que precisam saltar, já as pernas tem como princípios básicos: uma delas serve para impulsionar o corpo (quando apoiado com a(s) mão(s) no chão) e a outra dar a direção do movimento.
      O estilo precisa estar intimamente relacionado com um bom preparo muscular, principalmente na região do bíceps, tríceps, trapézio e dorsal.  Deve-se estar atento às artiulações do cotovelo, ombros, punho e joelhos pois são as mais exigidas nas rotinas de B-Boy.
        Existem duas vertentes de B-Boys, aqueles que fazem os movimentos dentro do ritmo da música e aqueles que fazem as manobras mais tecnicamente difíceis para superar o oponente sem a preocupação com o ritmo da música.  No primeiro caso é preciso uma atenção especial quanto à um bom aquecimento muscular e articular, para que não haja lesões, uma vez que coordenar o ritmo muscular o ritmo musical não é uma tarefa das mais fáceis...  Já no segundo caso é preciso estudar bem o movimento desejado e treinar repetidamente o movimento para que não aconteça um acidente pela falta de segurança ou por negligência.
      Infelizmente muitos dos dançarinos deste estilo não se aperfeiçoam quanto ao ritmo, ficando (em muitos casos) apenas rotinas de acrobatas da Dança de Rua.  Lembrando que os verdadeiros dançarinos de Break, possuem o ritmo incorporado na rotina porque sabem os outros dois estilos (Popping e Locking) que compõem o denominado BREAK.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Conhecendo a base dos movimentos (Locking)

      Este estilo teve muita inspiração, principalmente,  nos gestos de mímicos e artistas de circo, por isto muitas das vezes parece cômico ou "desengonçado". 
     Todos os movimentos são vigorosos e exigem muito que as articulações estejam bem aquecidas, pois em muitos destes há uma parada brusca para novos movimentos e novas direções.
      Como o próprio nome sugere, os movimentos iniciam-se a partir de um "lock", ou seja, a articulação é movimentada até determinada amplitude e depois travada (lock) para gerar um novo movimento, e continua-se o movimento a partir daquela articulação para as demais subsequentes.   Bem  parecido (a nível de articulação) com o Popping, só que os gestos são mais fortes e rápidos com paradas bruscas e curtas e ao invés da articulação continuar com sua movimentação, esta é interrompida para gerar um novo movimento com outro segmento do corpo.
         Neste estilo há pouca movimentação de chão, mas nada impede que esta seja incluída em uma rotina ou coreografia. Só é preciso ter cuidado para manter a característica de travar a articulãção para que não se transforme em uma rotina de B-Boy/B-Girl.
        Os principais "locks" acontecem a nível de articulação de ombro, quadril e punho, que determinam a maioria dos gestos característicos do estilo.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Conhecendo a base dos movimentos (Popping)

     Este estilo derivou-se do Robot, e por ter o mesmo princípio deve-se ter em mente que os movimentos originam-se nas articulções.   O intuito do estilo é causar uma espécie de ilusão nas pessoas de que o corpo movimenta-se formando figuras em constante movimento e/ou de forma fracionada. 
      Os movimentos embora sejam na base articular, neste estilo o que mais importa é saber utilizar articulações próximas de forma segmentada, para dar a ilusão de ondas, membros quebrados (e restaurados em seguida) e mímicas gestuais.
       No Popping temos as ondulações feitas em articulações subsequentes, gestos bruscos que param repentinamente e adotam ondulações, caminhadas com aparentes desequilíbrios, passos ilusórios que perpassam uma idéia diferente ao observador (dentre estes destacam-se os "slides", que são passos com os pés deslizando no chão).
     Os movimentos acontecem em sua maioria em pé (poucos movimentos são executados no chão), possuem mudanças repentinas de direção e em grande parte são percutidos e em seguida conduzidos de forma suave. 
     Ainda, neste estilo deve-se treinar a elasticidade muscular e articular, pois, por se tratar de um estilo onde estes são muito exigidos (e demonstrados) estes devem estar treinados nesta qualidade física.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Conhecendo a base dos movimentos (Robot)

       O estilo Robot tem uma característica singular, pois além de ser um dos primeiros estilos de Dança de Rua conhecidos e divulgados, proporciona ao dançarino um bom conhecimento de suas articulações.
       Para ser um bom dançarino no estilo Robot é preciso estudar os movimentos que cada articulação proporciona aos membros do corpo.
        Os movimentos do estilo Robot não possuem ondulações e movimentos sinuosos, tem como característica principal uma rigidez muscular (através da contração do segmento muscular a ser movimentado), onde a base do movimento está localizada em cada articulação em separado.
        Os movimentos de cada articulação são executados de forma percutida ao ritmo da batida forte da música (geralmente eletrônica e com muitos sintetizadores de vozes e de instrumentos), em alguns momentos utiliza-se um leve "balançar" ao término do movimento.
      Por se limitar aos movimentos das articulações (isoladamente ou combinadas) e ainda podendo ser feito de forma rígida ou balanceada, o estilo não possui muitas variações de movimentos, cabendo ao dançarino saber combinar sequências diferenciadas para enriquecer a coreografia.
      O que é preciso sempre considerar quando se monta uma rotina neste estilo é que deve-se sempre ter em mente que os movimentos tem de representar o fundamento ao qual foi criado, ou seja, dar a ilusão de um robô ou de um boneco sem elasticidade e que possui os movimentos somente à nível de suas articulações, tendo ainda o seu equilíbrio derivado da combinação de movimentos articulares.
    Para a movimentação (deslocamento) do dançarino para qualquer direção utiliza-se a sequência de articulações coxo-femural, joelho e tornozelo para cada perna ou então através de slides (deslizes dos pés com os membros inferiores rígidos).

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Complemento explicativo (Ritmo)

Atendendo a pedidos feitos para que se faça um adendo ao texto anterior no que diz respeito as variáveis de ritmo.


O ritmo possui algumas variáveis importantes e que devem ser consideradas:

A) Velocidade ou Frequência: Tempo ou distância entre cada pulso (medido geralmente em Batimentos por Minuto - BPM).   Para se ter uma idéia exata do que vem a ser, conte quantas batidas fortes tem a música dentro o período de 1 minuto, a batida forte constante dentro de um espaço de tempo é conhecido como "beat" ou batida (principalmente na dança de rua e quem trabalha como DJ) e é ela quem determina a velocidade ou frequência de repetição dentro de um espaço de tempo;


B) Duração: Variação da velocidade (curta ou longa).  Neste caso é o tempo que dura esta batida mais forte, no caso das batidas curtas geralmente nota-se uma característica de marcação constante durante toda a música, já as tidas de longa duração tem características de fechamento de uma frase musical;


C) Intensidade: Pode ser baixa ou alta. Podemos entender este conceito pensando no volume que esta batida tem dentro da música.  Algumas músicas tem seu ritmo marcado não pelas batidas fortes mas pelas de baixa intensidade.


D) Altura: Muito ligado ao tom (Grave, Médio ou agudo), pois o ritmo pode estar caracterizado pelo tom que predomina na música.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ritmo


É comum ouvirmos alguém dizer que não tem ritmo ou que perdeu o ritmo, mas o que vem a ser exatamente Ritmo?   Segundo A. Lapierre: "O ritmo é uma estrutura repetida ciclicamente", com isto vemos algumas divisões, tais como:
1) Ritmo Biológico: Produzido pelo corpo em sua estrutura fisiológica;
2) Ritmo Cósmico:  Produzido por eventos naturais ou da natureza;
3) Ritmo Induzido: Produzido por ambiente externo e não há como evitar, como por exemplo, uma multidão entrando em um trem de metrô;
4) Ritmo Desencadeado: Produzido por fator externo imprevisto, como por exemplo, uma pessoa quando toma um susto;
5) Ritmo Técnico: Produzido através de movimentos corporais em sua totalidade de forma consciente.

O ritmo possui algumas variáveis importantes e que devem ser consideradas:
A) Velocidade ou Frequência: Tempo ou distância entre cada pulso (medido geralmente em Batimentos por Minuto - BPM);
B) Duração: Variação da velocidade (curta ou longa);
C) Intensidade: Pode ser baixa ou alta;
D) Altura: Muito ligado ao tom (Grave, Médio ou agudo).

Para entender melhor o que vem a ser ritmo é preciso conhecer os elementos que compõem uma música:
I) Melodia: Sequência de sons ritmicos composta de frases e períodos, onde a frase musical é composta de partes, com a mesma duração, e geralmente iguais, independente do número de notas contidas neste intervalo.  A esta divisão dá-se o nome de Compasso.
II) Harmonia: Combinação de som e melodia aliados ao ritmo e aos arranjos.  Temos como exemplo maior uma orquestra onde vários instrumentos combinados harmonicamente produzem uma melodia;
III) Ritmo: Dá ênfase à frase musical através de um marco forte, conhecido como  acentuação.  À esta acentuação temos a divisão de compassos que são:
       a) Binário: Composto de 2 tempos, sendo o primeiro forte e  segundo fraco;
       b) Ternário ou Terciário: Composto de 3 tempos, sendo o primeiro forte e os outros dois fracos;
       c) Quaternário: Composto de 4 tempos, sendo o primeiro e o terceiro fortes, o segundo e o quarto fracos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Técnicas Básicas

Muitas pessoas podem achar que o que será descrito é óbvio e que qualquer pessoa sabe, mas é preciso lembrar que estas coisas muitas das vezes passam despercebidos, ou gera conflito, durante uma aula ou montagem de coreografia.  Todos devem ter me mente técnicas simples e jamais desprezá-las, mesmo porque estas fazem parte de um conteúdo mais refinado quando do aprimoramento das técnicas da dança.

Quando o corpo está de pé no solo, temos algumas referências básicas quanto à altura de execução de um movimento e/ou gesto, para uma melhor compreensão classificamos estes em:
* Alto: O segmento que executa o movimento ultrapassa o seu eixo articular em um movimento para cima;
* Médio: O segmento atinge a altura de seu eixo articular e retorna;
* Baixo: O movimento é feito abaixo de seu articular;
             Alguns consideram plano alto aquele em que o movimento é feito longe do solo, plano baixo próximo do solo e plano médio (ou intermediário) quando o movimento é feito entre os dois planos anteriores.  O único problema de adotar este parâmetro é que precisa ter sempre um referencial de máximo que pode ser considerado alto e baixo antes de designar principalmente o plano médio.

Pode ser ainda:
* Anterior ou Frontal: O movimento é feito à frente do corpo;
* Posterior: O movimento é feito para trás do corpo;
* Lateral: O movimento é feito para o(s) lado(s) do corpo.  Neste caso temos a direção esquerda e direita que indica o lado para qual o segmento irá se deslocar ao iniciar seu movimento;
* Para cima: O segmento desloca-se afastando-se do solo;
* Para baixo: O segmento desloca-se aproximando-se do solo;
* Para dentro: O melhor referencial para se entender este movimento são os ombros, pois estes quando se projetam para frente como se estivessem fechando é considerado para dentro;
* Para fora: Neste movimento temos o oposto com relação aos ombros, ou seja, estes se projetam para trás;

Temos ainda que possuir o conhecimento básico de profundidade dos movimentos que indicam o posicionamento de um ou  mais segmentos em relação ao corpo, tendo sempre em consideração o segmento que irá se movimentar e de qual segmento será considerado referência inicial, sendo então:
* Longe
* Perto
* Aberto
* Fechado
* Afastado
* Junto