quarta-feira, 23 de junho de 2010

Qualidades Físicas na Dança de Rua

Se analisarmos as qualidades físicas e estudarmos as técnicas de Dança de Rua, poderemos correlacioná-las facilmente.   Quando o fazemos, tornamos a Dança de Rua e suas técnicas, mais facilmente aplicáveis a todos os níveis de dançarinos.  
Primeiramente temos de entender que qualidades físicas devem ser aprimoradas por meio de exercícios, não apenas a repetição do gesto completo, ou seja, para chegar ao gesto (ou movimento) propriamente dito devemos preparar o corpo através de exercícios que contenham todas as etapas deste gesto.  O maior erro (principalmente os dançarinos de B-Boy) é o de achar que para melhorar o gesto deve-se repetí-lo incansavelmente.  Deve-se sim treiná-lo como objeto final dos exercícios, mas temos que fracionar o gesto e entender o que nele está envolvido.
Quando fazemos uma análise disto, estaremos percebendo as qualidades físicas nele envolvido, assim poderemos inclusive detectar falhas e melhorá-las.  Portanto, um dançarino não deve ser considerado excelente somente porque executa um gesto extremamente difícil, mas pela facilidade com que este executa o mesmo, assim temos a perfeita noção da treinabilidade corporal que este tem quanto as qualidades físicas envolvidas no movimento.
Na Dança de Rua podemos perceber que cada qualidade física é ressaltada de acordo com o estilo, ao analisarmos tais qualidades poderemos treiná-las e torná-las cada vez mais eficientes dentro das coreografias (ou improvisações).
A qualidade física mais evidenciada nos estilos de Dança de Rua é a Coordenação Motora, devido a complexidade dos gestos envolvidos na mesma. Por isso, exercicios que trabalhem ambos os lados (lateralidade), que realizem gestos de intensidades diferentes em ritmos diferentes e de amplitudes diferentes, bem como exercícios com segmentos articulares sendo executados isolados, combinados e/ou sequenciais aprimoram tal qualidade física.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Qualidades Físicas

Qualidade do organismo em aprimorar movimentos do corpo humano através de treinamento específico. Dividem-se em:
* Força: Habilidade do músculo (ou grupo muscular) de produzir uma tensão para igualar ou vencer uma resistência no ato de sustentar, empurrar, puxar e elevar. Pode se dividir em:
- Força Isotônica (Dinâmica): Envolve os músculos em movimento ou suportando peso (seja do corpo ou de um objeto) em movimentos repetidos.
- Força Isométrica (Estática): Envolve os músculos suportando peso, sem produção de movimento.
- Força Explosiva: É o máximo de energia exercida em um único ato explosivo.
* Flexibilidade: Habilidade dependente da elasticidade muscular e mobilidade articular, que garantem a amplitude de um ou mais segmentos articulares.
* Resistência: Capacidade do corpo em um esforço continuado durante um tempo. Pode ser classificado em:
- Resistência Aeróbica: Esforços de baixa e média intensidade que permite a troca gasosa pulmonar de maneira realativamente confortável.
- Resistência Anaeróbia: Esforços de alta intensidade onde o débito de oxigênio é maior que o consumo.
- Resistência Muscular Localizada (RML): Capacidade do músculo trabalhar por um longo período de tempo diante de uma resistência moderada.
* Velocidade: Qualidade do músculo em exercer uma sucessão de gestos com intensidade máxima e de curta duração. Divide-se em:
- Velocidade de Deslocamento: Capacidade de um indivíduo deslocar-se de um ponto a outro.
- Velocidade de Reação: Capacidade de um indivíduo responder a determinado estímulo (visual, tátil ou auditivo).
- Velocidade de Membros: Capacidade dos membros moverem-se o mais rápido possível.
* Equilíbrio: Sustentar ou assumir qualquer posição do corpo contra a força da gravidade. Pode ser:
- Equilíbrio Estático: Adquirido em determinada posição.
- Equilíbrio Dinâmico: Adquirido durante o movimento.
- Equilíbrio Recuperado: Adquirido após o corpo ter estado em movimento.
* Coordenação: Capacidade de executar movimentos complexos com o mínimo de esforço.
* Agilidade : Habilidade do corpo (ou parte dele) em realizar um movimento mudando a direção, rápida e precisamente.
* Ritmo: Sequência de movimentos repetidos de forma equilibrada e harmônica por algumas vezes.
* Descontração: Redução da tensão na musculatura esquelética. Sendo:
- Descontração Total: Recuperação máxima de todos os músculos do corpo.
- Descontração Diferencial: Descontração de músculos não envolvidos no movimento.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Como surgiu o Grupo Dança de Rua BR Jovem?

O grupo Dança de Rua BR Jovem é uma vertente do Grupo Dança de Rua BR, onde seus componentes são alunos e dançarinos com idade entre 12 e 17 anos, em grande parte de comunidades carentes (especificamente da Escola onde o Professor Beto Rocha dá aulas - Escola Estadual Casa do Menor Trabalhador - Natal / RN). Surgiu a partir da necessidade de levar os alunos que já estão fazendo aulas de Dança de Rua na escola para aperfeiçoarem suas técnicas e ampliarem seus conhecimentos na área, visto que na escola não é possível temalizar a aula e as turmas são heterogêneas nas presenças e no aprendizado. O principal incentivo para que os alunos possam continuar treinando com o grupo é a obrigatoriedade em ter notas acima da média e presença constante na escola.
O grupo iniciou suas atividades em Março de 2010, ensaiando somente aos sábados e pretendem aperfeiçoarem-se para que no ano seguinte possam protagonizar um espetáculo próprio.





quarta-feira, 26 de maio de 2010

Como surgiu o Grupo Dança de Rua BR?



O grupo foi criado em 2005 quando os alunos, onde o Professor Beto Rocha ensinava Dança de Rua, decidiram criar um flog para homenageá-lo e também trocar fotos de aulas, ensaios, eventos e apresentações, cujo o nome era "Nois da Rua BR". A princípio não havia intenções de formarem um grupo, era somente um nome para um flog, mas após a promessa da direção da Academia em formar um grupo (e não foi cumprida) e não serem incluídos em um dos espetáculos de final de ano (já tradicional nesta academia e que sempre tinha a participação dos alunos da Dança de Rua), estes decidiram participar de um Festival de dança em Natal (RN), com o nome de Dança de Rua BR. O resultado da apresentação agradou a todos que esperavam ter o apoio desejado por parte da academia, o que não aconteceu. O Professor diante desta negativa e da necessidade de desenvolver um projeto de dança junto a uma escola do Estado - Escola Estadual Casa do Menor Trabalhador - (no qual é funcionário até hoje e desenvolve o mesmo) decide então sair da academia ao término do ano.

Os alunos que já se encontravam tendo aulas com o Professor Beto e que já estavam em níveis técnicos mais elevados, foram sugeridos pela direção da Academia a terem aulas com os demais alunos iniciantes (já que voltariam a ter uma turma somente). O desagrado foi unânime e estes decidiram não mais continuar. Diante desta atitude o Professor Beto Rocha sugeriu aos mesmos que montassem um grupo e continuassem o que até então haviam desenvolvido, e que este poderia dar apoio caso precisassem. Estes então reuniram-se e pergutaram se o Professor poderia continuar a dar aulas para eles e orientá-los no que fosse possível. A partir de então surge o Grupo de Dança de Rua BR.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Hip Hop (Elementos)


Ouve-se muito as pessoas falarem que os quatro elementos constituintes do Hip Hop são : Break, MC, DJ e Grafite. Que podem ser melhor definidos como : Dança, Canto, Música e Artes Plásticas, e hoje tendo também a indexação do elemento Esporte.
Primeiramente temos o Break que por muitas das vezes abrange uma gama muito grande de eventos (dança e canto, principalmente), não pode ser considerado um elemento do Hip Hop - já foi. Segundo, MC eram as pessoas que lideravam os grandes bailes, animando-os... hoje há uma diferença em quem canta, anima e intermedia eventos (como as batalhas de b-boy). Os DJ's são os responsáveis pela produção musical e criação de músicas (e não apenas "tocadores" de disco como muita gente acha). E, finalmente o Grafite, que adquiriu não apenas o sentido de reivindicação, mas o de artes plásticas, inclusive estando presente em diversas galerias de arte (principalmente da Europa).

Então, os elementos constituintes do Hip Hop melhor dividido é:

* Canto = Através dos Rappers, também podendo considerar os MC's pois muitos deles também cantam.
* Dança = Através dos Lockers, Poppers, B-boys, B-Girls e dançarinos de rua em geral
* Música = Através dos DJ's
* Artes Plásticas = Através do Grafite, dos versos das canções e de algumas encenações de grupos de dança de rua.
* Esportes = Através do Basquete de Rua, hoje já regulamentado (inclusive no Brasil).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Hip Hop (Escolas)


Costuma-se dizer que os seguidores do Hip Hop possuem duas vertentes: os Tradicionais que cultuam as tradições e os princípios do Hip Hop em sua essência, e os Modernos que tem em sua cultura a indexação da cultura contemporânea no Hip Hop.


Com isto então temos as seguintes categorias:


Old School : Nesta categoria se encontram todos aqueles que se identificam com a cultura Hip Hop da década de 70, ou seja, Break era sinônimo de dança e canto, a música deveria ser de origem negra e com batidas tradicionais. Não se aceitava muito outros tipos de mistura tanto musical quanto nas artes (dança e grafite). Hoje em dia é comum ouvir alguém falar que dança break (provavelmente é participante desta vertente ou é desconhecedor do assunto). Lembrando que Break para esta vertente significa aquele que dança Popping, Locking e B-Boy sendo este último o nome dado a todos os dançarinos de Break (hoje em dia somente recebe este nome quem pratica o estilo B-Boy). Infelizmente muitos dos adeptos da Old School não aceitam as novas tendências, o que os torna contrários a filosofia que pregam de reivindicação de seus direitos e de igualdade respeitando as diferenças.

New School : Termo criado somente para diferenciar da Old School pois nesta vertente, surgida após a aceitação da mídia, é comum a mistura de estilos e sua classificação tanto no canto quanto na dança (e também no grafite e na virada do século a inclusão do Street Ball ou Basquete de Rua). Muitos da Old School não os consideram pois dizem que se tornou muito acadêmica e com muitas divisões, mas na New School argumenta-se que seria esta a verdadeira essência do Hip Hop, ou seja, a não discriminação e aceitação de novas culturas populares e acadêmicas. Porém, a New School tem se tornado uma categoria em que muitos não possuem realmente a verdadeira essência do Hip Hop, tornando-se apenas um objeto de consumo de roupas, músicas, artigos e trejeitos "marginais", ou seja, modismo para pessoas que nem se preocupam em pensar como o mundo está e o que pode ser feito.

domingo, 4 de outubro de 2009

Hip Hop (Princípios)


Muitos acreditam que Hip Hop é somente uma forma de cantar e/ou dançar, mas é muito mais que isto. Hip Hop é uma forma de manifestação de todas as vozes que não tem oportunidades e que de alguma forma são discriminadas ou excluídas. É poder mostrar a sociedade como um todo o que anda acontecendo no mundo, seja o que tem de bom ou de ruim. Para isto utilizam-se das artes (Canto, Dança, Música, Artes plásticas) e dos desportos (Basquete de Rua) como forma de darem forma a estas manifestações de protesto ou de visibilidade de um assunto.

Muitos se consideram adeptos do movimento mas tem pensamentos tão radicais quanto àqueles que questionam, como exemplo temos os preconceitos de alguns Rappers com relação às mulheres e homossexuais, e acabam sendo menos que um principio e se tornando um mera demagogia e oportunismo. É preciso atitude e comprometimento quando as pessoas se dizem adeptas do movimento Hip Hop, não somente palavras vazias e sentimentos oportunistas. Quem tem atitude Hip Hop ajuda uma pessoa, uma comunidade ou outro sem questionar classe social, nível econômico, diferenças ideológicas, religião, sexo raça ou cor.

No Hip Hop existem inúmeras manifestações de questionamentos sócio-político-econômicos, dentre elas temos as canções que servem para falar de sentimentos de uma comunidade (seja no sentido social ou nos sentimentos diários e corriqueiros de cada indivíduo ou grupo), denunciar e até apresentar um pedaço da sociedade que muitos ignoram ou não querem reconhecer que existe.
Alguns (e não são poucos) levantam bandeiras como a luta contra o racismo, mas acabam pregando o racismo às avessas, por isto é que o melhor Hip Hopper (se assim podemos chamar) é aquele que lê bastante, não somente o que lhe convêm, mas quem se mantêm com os olhos abertos para as diversas facetas da sociedade, ou seja, se torna uma espécie de sociólogo e divulgador de idéias para aperfeiçoar o mundo.

Para quem pensa que Hip Hop é apenas uma maneira de falar de coisas erradas no mundo, está muito enganado. Hip Hop também deve ser uma manifestação de uma cultura local, de coisas boas que acontecem com as pessoas e com os lugares. Não é uma manifestação de pessoas revoltadas e que "gostam de arranjar confusão", mas de pessoas que querem e se esforçam para tornar o nosso mundo bem melhor.